Senhor Primeiro-Ministro
Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros
Senhor Ministro da Solidariedade e Segurança Social
Senhor Secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social
Senhores presidentes da União das Misericórdias Portuguesas e da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade
Senhores dirigentes da Segurança Social
Minhas Senhoras e meus Senhores
É pois com uma enorme consciência das dificuldades que enfrentaremos, mas com a convicção que, através deste protocolo, temos mais condições para as ultrapassar, que nos congratulamos pelo acordo agora alcançado.
Em particular, realça-se como muito positiva a existência de um acordo que é pela primeira vez bienal, o aumento dos serviços incluídos no apoio domiciliário, a alteração das comparticipações familiares nos lares, promovendo uma maior justiça e solidariedade e a criação de uma linha de crédito para as instituições em cuja gestão as Uniões estarão directamente envolvidas.
É igualmente digno de realce o esforço feito pelo Governo durante esta negociação para, apesar do contexto financeiro tão difícil, corresponder às posições da União das Mutualidades e dos restantes parceiros. Mantemos, no entanto, as preocupações que há muito vimos manifestando ao Governo, nomeadamente a preocupação com que vemos o acentuar da discrepância entre os custos reais das respostas sociais e os valores das comparticipações.
No nosso entender é fundamental realizar um estudo que nos permita conhecer em detalhe os custos reais das respostas sociais que desenvolvemos.
Gostaria, Senhor Primeiro-Ministro, que não restassem dúvidas:
Hoje, como ao longo da sua história, o Movimento Mutualista não deixará de dar respostas e apresentar soluções para, simultaneamente, colmatar as dificuldades que as respostas públicas demonstram.
Mas também as limitações das soluções privadas de tipo lucrativo, num novo tipo de protecção social mais responsável e mais solidário. Essa é a nossa missão, é com este espírito que pode contar.



